Meu amigo diferente é especial

Entrevistado: Elias Pina de Faria – 10 anos

Cursando o 5º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Professora Conceição Ribeiro.

O Aluno foi entrevistado sobre o seu ponto de vista da inclusão social da sua amiguinha Vitória de onze anos com síndrome de down.

1. Como a classe se comporta em relação a Vitória?

Acho que normal. Ninguém a trata de forma diferente. Ninguém ri ou zomba dela de qualquer forma. Algumas meninas a ajudam em coisas básicas como ir ao banheiro e durante as refeições.

2. Como a Vitória se comporta em relação à classe?

Também normal. Às vezes faz um pouco de graça e os alunos riem dela, outras vezes ela vai ao banheiro e demora muito para voltar, então a professora manda uma aluna ir atrás dela para ver se está tudo bem. Somente algumas vezes ela chora durante a aula dizendo que está com medo, mas eu nunca fiquei sabendo do que ela tem medo.

3. Como a Vitória acompanha as matérias que são dadas em sala de aula? E como a professora a trata?

Ela não sabe ler (eu acho), mas a professora da uma matéria separada para ela. Ela não acompanha a matéria normal da turma, ela faz algumas atividades mais simples.

4. Como a Vitória se comporta durante o recreio, ou em brincadeira com a turma?

Ela sempre fica mais quieta, sentada no refeitório. Algumas meninas conversam com ela. Ninguém a maltrata ou faz algum tipo de “Bullying”. Mas, os meninos não conversam muito com ela.

5. Qual é a diferença que mais lhe chamou atenção na Vitória?

Os olhos são “puxadinhos” como de Japonês. Também a fala, é como se fosse de uma criança mais nova tipo quatro ou cinco anos. No início ela chamou um pouco atenção, mas agora (dois anos juntos) não a vemos como uma pessoa diferente, eu acho que nos acostumamos com ela. Agora é uma pessoa normal para mim.

Conclusão:

Minha conclusão desta entrevista é que a Vitória, de modo geral está sendo bem incluída em uma escola normal. Sem as maiores dificuldades, nem com a turma e nem com a professora. Por ser uma pessoa especial e inspirar um pouco mais de cuidado, a turma, especialmente as meninas, ajudam a professora a cuidar dela. Também não percebi nenhum tipo de preconceito por parte do Elias. E, pelo seu relato também não percebi nenhum tipo de preconceito por parte dos alunos da escola.

Desenho feito pelo Elias retratando a Vitória

0 comentários:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.